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25 de abril de 2015

shit
O ultimo ano é uma loucura, ainda mais quando se é aluno de escola pública. Você se preocupa com as greves, porque precisa aproveitar ao máximo para o vestibular, por outro percebe-se que pode faltar mais do que sua mãe deixaria... Você se preocupa muito com o ENEM, porque precisa de um bom desconto ou de um bolsa como ninguém, porque se dá conta de que não vai dar pra bancar sua faculdade... Foi assim que meu ultimo ano passou. Eu li loucamente vários livros, faltava uma vez por semana e entreguei o máximo de trabalhos atrasados. Não por relaxo, e sim por desanimo!

Constatei então que terminar a escola não passava de uma obrigação.

"Concluir o ensino médio" não foi uma luta, não foi uma vitória, foi mesmo coisa da vida. Porque depois que a gente conclui o ensino médio, a gente cai no mundão, e o mundão é diferente do mundo de conto de fadas da escola super protetora. Tenho que me virar, tenho que dar conta de tudo sozinha, preciso arranjar o que fazer e se quiser aprender é por conta própria. Não é porque vão ligar pros meus pais, não é por sermão da diretora, não é só cabular e acabou.

Eu não comi merenda todos os dias para pagar formatura. Meu pai estava desempregado, eu não tive nem coragem de pagar aquela camiseta de 50 reais, quanto mais uma formatura! Eu recebi alguns certificados que me deixaram emocionada e o ultimo dia foi uma sensação estranha de "acabou". Mas essa hora tinha que chegar, e eu aproveitei o máximo que pude, não tanto as "zoeiras", as "risadas"... Aproveitei os aprendizados e os professores, sempre dispostos a repassar tudo que entendiam e sabiam, e acho que só disso que sinto falta.

Não sou contra quem fez, quem irá fazer... Acho justo comemorar os ciclos que se encerram! Mas sinto muito, concluir o Ensino Médio em escola pública não foi motivo de comemoração. Das seis aulas do dia, às vezes aproveitávamos apenas uma ou duas, e sei que existem escolas em situações piores. Concluir o Ensino Médio com louvor foi o mínimo que eu poderia fazer, foi um ato político.

Entrar na faculdade, de graça, também foi um ato político. Trabalhar com livros, foi um ato político. Almejar a pós, almejar ser porta voz do povo, foram decisões políticas. Escrever esse texto também. O tempo não era propício a festejar. Por que? Porque eles nos dão migalhas pra gente se contentar como se fossem um grande café da manhã, mas só sair da caixa por um momento, você percebe que não é.

Portanto acho muito mais justo que nós, jovens, deixemos de lado as distrações, o "pão e o circo" para nos preocuparmos em mudar, a escola quem faz é o aluno e o conhecimento não é algo que podem nos entregar nas mãos, assim tão fácil. A gente quer um Brasil melhor? Sim! Mas também queremos zoar, também queremos "sair por cima dos outros", queremos que os vestidos da formatura sejam amarelos ou vermelhos... E claro que queremos ficar com aquela menina ou aquele garoto. Poxa vida, quando é que a turma vai perceber que sem conhecimento não há revolução e que ele é a nossa arma, nosso maior e mais forte manifesto? 

1 de fevereiro de 2015

Na primeira fase da fuvest eu me senti muito sozinha ao avistar o tanto de estudantes com suas camisetas de cursinhos pré-vestibulares (caros, por sinal), mas eu fui pensando que o "não" eu já meio que tinha como certo e não precisava colocar tanta expectativa naquilo. 

Na parte de literatura e linguista eu fui até bem e gostei de fazer, quando cheguei em química e física eu fui muito mal e até já esperava por isso, e sinceramente não tenho a minima vontade de mudar isso (por mais que ache importante mudar), nessas horas até sinto saudade da escola e de como até valia ser obrigada a aprender certas coisas que por vontade própria não consigo.

E daí eu terminei a prova e fui embora, sozinha, no busão vazio pleno domingo. Cara, eu odeio provas, odeio concursos, odeio ter que provar para pessoas que nem me conhecem qual é o meu potencial. Sinceramente não é um gabarito que comprova o quanto sou inteligente, e um juri não tem direito de levantar placas com números dando notas de acordo com seu conhecimento misturado com uma coisa chamada "gosto e opinião pessoal". Isso não comprova meu valor. Eu fui embora com aquele cansaço que dá fazer prova e com a consciência pesada, dizendo "seu lugar não é aqui".

Pra minha surpresa eu passei na primeira fase. Aquilo pareceu uma espécia de prêmio de consolação ou algum tipo de presente dos céus me dizendo "você é capaz". Pois tinha gente que merecia muito mais que eu lá, só que meu nome estava na lista e eu fui convocada para a segunda fase.

Mas eu não fui.

Eu não fui porque minha consciência gritou "aqui não é seu lugar" não para um ônibus, mas sim para a faculdade pública. Eu sei muito bem que muitas pessoas não concordam comigo, mas pra mim faculdade não é tudo na vida e não, desculpe, eu não quero passar os próximos 5 anos da minha vida vivendo só de estudos. Infelizmente, eu ainda tenho que trabalhar, eu ainda tenho sonhos e planos pessoais, ainda tenho que ajudar na casa, e não é um curso de letras na usp que vai mudar essa realidade.

Existem pessoas ricas que nunca puseram um pé na escola, e pessoas pobres com canudos na mão e excelente currículo. Eu não desprezo o aprendizado, eu desprezo isso que separa as pessoas de "inteligentes e burras", que coloca tanto analfabeto na faculdade e no cursinho de inglês e que coloca tanta gente rica na faculdade pública. E novamente, não é um diploma que vai determinar o que eu sou capaz... Por isso hoje eu quero depositar minha fé em meus sonhos e parar de dar ouvidos a quem acha que a única coisa que posso fazer é um cursinho e trabalhar em uma "empresa grande" o resto da vida.

O que faz o Brasil um pais de pessoas burras não é o quanto desvalorizam os estudos, e sim o fato de estudarem só para "ganhar dinheiro", "vencer na vida" e nada além disso, não estão preocupados com o conhecimento que terão, estudam para vestibulares e depois esquecem tudo depois, ou seja não valorizam o conhecimento, só valorizam o certificado na parede, como serão chamados, como serão vistos... 

E para você que passou em qualquer vestibular: parabéns. Espero que valorize seu conhecimento. ♥

15 de outubro de 2014


O que você faz pra ser feliz?

Quando pensei em responder essa pergunta, para minha surpresa me deu um branco. Um arco-íris de momentos apareceram, talvez muito rápido, girando na ordem cronologia até esbranquiçar. Então comecei a pensar se eu realmente era feliz, ou se estava vivendo minha vida como achava que estava. Porém pode até soar preguiçoso demais, mas a resposta que pude chegar era de que: eu nunca precisei fazer nada para ser feliz.

No momento que fazer se torna um fim para o ser, é impossível chegar no "ser". Melhor dizendo, no momento que eu preciso provar que sou, não sou. Entendeu?

Sei que todas as minhas atitudes ao longo da vida foram consequências do meu ser. Se eu era ansiosa, posso ter feito coisas precipitadamente. Se eu era sábia, pude agir com sabedoria. Se eu era legal, pude fazer coisas legais. Se eu era chata, fiz coisas chatas. Então antes de fazer, sempre precisei ser. De nada adiantaria escrever agora se eu não aprendesse a ser, pensar como uma escritora.

Para ser feliz nunca precisei fazer nada. Apenas sou. Assim como o sol nunca escolheu ser lua. Nunca seria sequer capaz, na minha condição humana, de escolher ser triste. Por isso sou feliz, apesar de que há dias de tristezas. Assim como o sol não escapa dos dias nublados.

Talvez seja complicado de entender porque somos consequências de nossas ações também. Então moldamos nosso ser vivendo. E viver é um conjunto de influências internas e externas que resultam em ações esperadas e outras inesperadas. Certamente uma coisa depende totalmente da outra. Mas ser sempre, SEMPRE, tem que anteceder o fazer.

Podemos fazer diversas coisas falsamente. Mas o que somos sempre transparece. Então nunca enganarei a mim mesma. Nada fiz pra ser feliz, talvez possa um dia não ter sido feliz, mas aprendi tão bem que mal me lembro quanto chorei. Assim como caminhei e caí, e já esqueço a dor de cair e continuo caminhando como se nunca fosse cair. Até um dia cair, doer, e eu levantar de novo.

Pra ser feliz: Nada fiz, nada farei.

10 de outubro de 2014


Sempre que procuro por fotos no weheartit percebo que as fotos "que retratam o que vemos" definem as fotos mais "amadas" pelos público que visita o site, que sem dúvida são jovens como eu e você. Fico pensando como nossa vida e nosso século foi resumido em fotos, o tempo inteiro, novas fotos, bonitas ou feias são postadas e compartilhadas aos montes. E a essência dessas fotos, a vontade é sempre chegar ao mesmo resultado: algo agradável aos olhos. A arte pintada e escrita também é fotografada e compartilhada, e os textos são, diretos, fáceis de ler e entender, e as pinturas às vezes não tem significado e outras vezes tem significados explícitos. Fico me perguntando, será que nos tornamos vazios?

Até que ponto isso é bom?

"A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver" - Paul Klee

Depois de ler os livros "A Máquina do Tempo" e "Fahrenheit 451" comecei a notar com mais precisão que quando vejo sites de fotos ou até leio um texto, percebo que o "minimalismo" impera no estilo. Será que o que mais temos de precioso em nossas mãos, a capacidade de criar algo novo e espetacular está se perdendo? Parece que estamos preguiçosos demais para criar algo além do esperado, não queremos detalhes, nem exageros destes, isso é ser simples, ou é ser vazio? Talvez a verdade é que somos uma geração de pseudos artista-fotógrafos-intelectuais que enchem páginas de blogs e tumblrs e todas as redes sociais de coisas inspiradoras que ninguém se lembra depois que "curtiu".

Gosto de ler porque guardo comigo cada lição de cada história e às vezes sequer me esqueço de livros que li há anos. Mas quando eu leio, - compartilho copio e colo - eu acordo amanhã e já não sei o que fiz hoje. E assim preciso me levantar e voltar a acompanhar, curtir e compartilhar como se estivesse ligada ao automático, assim como quando almoço e janto e já não me lembro o que comi.

Não sei até que ponto vamos chegar com isso, não tenho informações suficientes para te dizer se isso é normal, apenas deixo minha reflexão, pois estou inserida nesse mundo como todos estão, tenho um blog e minha lixeira está sempre cheia de fotos e textos que não ficaram bons ou que eu já compartilhei e exclui pra não tomar espaço. Porém estou com medo de um dia parar de pensar também...

"Temos a arte para não morrer da verdade." - Friedrich Nietzsche

Definitivamente eu não quero morrer.

4 de setembro de 2014

sem filtrosem make

As hashtags #semfiltro e #semmake, desafiam nós mulheres a mostrar a cara limpa nas redes sociais. Coisa que me assusta ter que ser chamado de "desafio", pois só demonstra a insegurança que muitas pessoas tem em relação a si mesmas. Desafio que muitos poderiam chamar de "sendo você mesma". Só que eu não optaria chamar assim, pois entro em um paradoxo: só ao natural somos nós mesmos? Eu creio que não. Talvez a maquiagem nos dê sim um pingo de personalidade, seja lá qual passemos, com batons vermelhos e pálpebras coloridas. Assim como não andamos pelados e carecas por aí. Ser você mesmo talvez vá além de conceitos aparentes, como eu costumei brincar comigo mesma quando vi certas fotos de pessoas: não adianta tirar a make e não tirar a máscara #suzanamá.

A repercussão foi tamanha e satisfatória, nos levou a crer como somos todos normais. Talvez sair na rua e se deparar com uma Kylie Jenner por aí, de imediato, não faça bem para alto estima de qualquer um e nos faz perguntar coisas como: "droga, porque eu não nasci com sobrancelhas levemente arqueadas, cílios enormes e lábios carnudos?" ou quem sabe "porque eu não consigo dormir o suficiente para sumir essas olheiras, porque meus cabelos não são lisos e como eu fui capaz de estourar tantas espinhas?". E a resposta é meio obvia: você não é perfeita.

Então eu fico indignada com essa ilusão de padronização e perfeição, a que ponto chegamos? Sim, chegamos a ponto de ter que comprovar o obvio: ninguém é perfeito. E comprovar com coragem e determinação. A humanidade tem desses retrocessos. Pelo menos não precisamos provar que não somos prostitutas por usar batom vermelho, como acontecia no século 19. Talvez atualmente só precisamos provar que não somos superficiais.

Por fim, agora que todo mundo já provou que é normal (porque sem maquiagem eu realmente vi um monte de rostos iguais), eu digo com convicção: se produza. Sim! Se produza. Você tem todo direito de destacar suas perfeições, tem todo direito de expor sua personalidade e não ser julgada por isso. Claro que você também tem direito de esconder a sua pinta de nascença que todo mundo desenha e finge que tem. Essas somos nós: iguais, mas diferentes. Diferentes, mas iguais. E sabe o que tem a ver? Nada a ver! Deixa que isso seja um "tanto faz" pra você. 

Você é linda de qualquer jeito.

13 de maio de 2014

E o seu preconceito aceitável disfarçado de ódio gratuito.


modernoCultura inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos adquiridos pelo homem por fazer parte de uma sociedade como membro dela. Começo citando o exemplo de uma determinada parte do filme "O Cortiço", em que as cenas intercalam-se entre um baile em que o dono dos cubículos fora convidado, e a festa na vila dos negros. De um lado, o baile, a classe, a pose, o status. De outro, a irreverência, o atrevimento, a falta de vergonha. Explicitando as diferenças sociais. Mas os dois podem ser "cultura", certo?

O que você escuta agora: de onde veio?

É incrível ver como as músicas que mais escutamos hoje em dia eram ridicularizadas nos tempos dos nossos avós. O jazz era um ritmo totalmente irreverente, o rock era coisa de rebeldes, o rap coisa de favelado, o samba era uma vergonha, beatles era uma boy band moderninha para garotas estéricas, e até o violão já sofreu preconceito. Obviamente era um choque cultural. Mas o gosto popular uma hora tem sua vez. E veja lá nem é tão ruim assim: do violão dá pra fazer músicas incríveis, e com samba tocando poesias lindas.


"Era impensável, mas o impensável começou a ser dito em voz alta." ― Geoffrey Blainey

Olhe em volta e perceba o lixo que consumimos. Só que tudo que vem de fora "é mais bonito". Aquele rock que incentiva o uso de drogas, aquele pop que expõe sexualidade e aquele black que só fala de bens de consumo. Mas você só consegue odiar, assim, do fundo do coração, o funk.

A questão não é o que você considera ou não música. A questão é cultural. Sem dúvida alguma o funk nasceu na periferia. Do mesmo jeito que o samba nasceu na Bahia, na mistura de ritmos dos escravos africanos. O próprio ritmo e letras em si é uma critica. É um ato político. É uma revolta, uma demonstração explícita do que chamamos de "falta de educação". Mas quem é educado no Brasil?

"Me chame de mal educado se o sistema educacional é primo daquele outro sistema, tá ligado?" ― Rashid

O mercado quer vender. Ele fará de tudo para que isso pareça bonito, gere polêmica e por fim gere ódio. Todo mundo odeia funk, funkeiro e favelado. Não existe educação musical na periferia. Mas quando os produtores viram que o pobre quer se ver na tv, eles enriqueceram os MC's. A comunidade se orgulha. E a outra parte os despreza porque sempre foi assim.


"Os pobres não tinham nada. O padre José Pedro dizia que os pobres um dia iriam para o reino dos céus, onde Deus seria igual para todos. Mas a razão jovem de Pedro Bala não achava justiça naquilo. No reino do céu seriam iguais. Mas já tinham sido desiguais na terra, a balança pendia sempre para um lado...” ― Jorge Amado

Esse ódio gratuíto que todos sentem é preconceito, é errado e não ajuda. Um ritmo nasceu nas periferias do Brasil, ele era irreverente e era considerado desagradável. Não sabemos se ele será modificado, melhorado ou se acabará. O que importa é que ele existiu na força de vontade de um jovem expor o que ele queria, o que ele pensava, o que ele via. É feio pra você? É real pra ele. Mas veja só quanta gente se identifica!

Você odeia. A mídia vende. Nada muda a situação. E enquanto nada mudar sempre surgirão piores e piores e piores... E isso não precisa ser tão ruim!

24 de abril de 2014

E por que as blogueiras não seguem de volta


como ser uma


Vira e mexe eu sempre vejo muita gente que criou um blog recentemente, reclamar que a maioria das pessoas, quando "crescem"" na blogsfera não respondem mais comentários, não seguem de volta, não dão atenção pra quem pede isso e aquilo. Depois de ficar um pouco indignada com essa opinião ter se tornado tão comum e repetida em redes sociais espalhadas pela internet, resolvi escrever um texto pra dizer um chega.

Lembrando e deixando claro: Sou uma blogueira "crescida"? Não! Mas também não criei meu blog ontem. Por isso acho válido dar esse alô.

Quando criei meu blog, me lembro que eu lia muitos blogs que davam dicas (dicas de verdade!) de como ter um blog legal. Pesquisei muito sobre layout, sobre como crescer e até como ser legal. Vejo que antes os blogs que davam esses tipos de dicas realmente sabiam do que estavam falando, hoje em dia vemos blogs que repetem clichês que não dão certo nem para eles próprios. Mas de qualquer forma, quando se pesquisa você aprende. Se tratando de blogs, sempre fui autodidata e continuo sendo. Quando seu blog está no inicio, você não tem um público a manter, não tem compromisso com parceiros, ou seja você tem tempo de sobra pra aproveitar com o que quiser.

Mas hoje as coisas estão muito invertidas. As pessoas criam blogs ontem, compram um layout hoje, colocam domínio amanhã e depois de amanhã tem parceiros e já promovem sorteios. Ei! Pera lá! A vontade de crescer não está mais aliada a paciência? É muita coisa feita pela metade, muita gente fingindo ser o que não é e muito blog sem nexo nenhum, cheio de parcerias e, ao mesmo tempo, cheio de "desculpem o sumiço". Tudo porque perdeu o tempo que podia estar aprendendo, curtindo e seguindo page dos outros só pra ser retribuído. Jeito brasileiro, né? Prefere o batente a pensar. Só que blog não é isso! Tudo bem que você não nasceu rico, ao menos seja útil!

A ajuda tem que ser mútua. Faça amizades, faça parceiros, troque comentários. Mas faça isso com gente que tá na mesma linha que você. Ou você acha justo que um blogueiro "famoso" desperdice um dia de post bacana pra divulgar blogs que mal tem conteúdo? Você acha que ele vai deixar de dar atenção pra quem visita o blog fielmente pra retribuir um seguidor que só pensa em retribuição e nunca mais voltaria no blog? Aliás, ninguém faz um favor quando segue algum blog, só o tempo que gastam e conteúdo que esses blogs produzem, vale muito mais do que um seguidor-número-interesseiro.

Cada blogueiro sabe (ou deveria saber!) quais são suas prioridades. Ganhar seguidores? Crescer? Melhorar o conteúdo? Ganhar mais coisas? Não importa. Não tem problema querer tudo isso, e você terá tempo de conseguir quando quiser. Mas não vá encher o saco de quem não tem as mesmas prioridades que você. Não é questão de humildade ou não. É questão de que cada um aprende o jeito melhor de fazer o que gosta. Nem todo mundo gosta de comentar em blogs. Ele vai fazer de má vontade porque a regra é geral? Não. Até porque existem blogs super legais com poucos comentários e blogs super sem noção com muitos. Vale pra tudo: nada disso faz diferença. Faça a sua própria diferença e deixe de criticar quem fez a sua.

Seguir conselhos clichês nem sempre vão te ajudar. Às vezes sair da frente da pc trás mais inspirações e posts legais do que ficar nele o dia todo. Às vezes gastar tempo escrevendo, pesquisando e aprendendo é mais útil do que divulgando no facebook. Mas essas coisas se descobre sozinho, e no tempo certo. Entendeu agora?

27 de março de 2014

A gente acompanha blogs para vê-los crescendo.


entenda sobre parcerias
imagem: weheartit
Comecei meu blog há 3 anos. Me inseri na blogsfera com ideias superficiais e conteúdo de péssima qualidade, mas quem nunca? Se aprendi? Sim, aprendi muito. Acho que aprendi o suficiente pra redigir esse texto.

Vejo hoje em dia muita gente que cria blogs para buscar por parcerias e ganhar coisas. Esse é o principal objetivo. Eu não sou contra isso. Sei que a internet é um lugar grande, que cabe todos, que hoje em dia gera muuuuito dinheiro e blogs hoje em dia podem ser chamados de "empresas". Mas um bom negócio sempre requer investimento. Seja de dinheiro, caso você seja rico, ou de tempo, caso você seja só mais um mero mortal. O que me irrita é a falta de consideração que essas pessoas tem para ir atrás de parcerias sabendo que não tem condições nem um pingo de profissionalismo para divulgar um produto.

Por isso vemos tantos blogs que buscam crescer com posts diários de empresas que sugam a publicidade desses blogs, pra alavancarem seu nome no google e entre os próprios blogueiros que acreditam estar ganhando alguma coisa. A empresa parece sim muito boazinha em fechar parceria com blogs pequenos, mas ela também é tão desonesta quanto a blogueira que aceita divulga-la sem ter um público para alcançar. Isso chega a ser medíocre. Se quer ganhar coisas a todo custo, vá trabalhar que você vai ser muito mais valorizado.

Por outro lado, acho válido os blogueiros imersarem nesse oceano de oportunidades que hoje em dia nos é proporcionado. Quando você tem um certo tempo de blog, você conhece o que quer e o que pretende com seu blog, é válido discutir propostas e pensar em ganhar com isso. Como diz meu querido EMICIDA: "Se alguém vai lucrar com isso, que seja eu", ele se refere a questão de vender sua arte. Quando as coisas dão trabalho, é sempre bom receber um retorno. Se você acha seu conteúdo legal, se você realmente tem trabalho para produzi-lo, não é pecado pensar que esse trabalho pode ser recompensado. As pessoas tem acesso ao blog de graça, não há motivo para reclamarem de um simples anúncio ou propaganda, até porque, ela pode ser bem feita, interessante e ninguém é obrigado a comprar.

Hoje em dia vejo que muitas pessoas não tem sabedoria na hora de produzir publicidade no blog. Eu mesma não sou "a profissional" no quesito, mas há blogueiros que são desgastantes e ao invés de fazerem algo que pode ser benéfico, acabam enjoando seus leitores da marca e sujando o nome do blog. Cada um precisa reconhecer o valor que tem e aonde quer chegar com isso. Tenha autonomia suficiente pra não aceitar "mimos" que mais parecem coisa de 1,99 e etc a troco de publiposts uma vez por semana e anúncios rodeando a página, pois isso desvaloriza seu trabalho. Mas às vezes pode não ser tão justo estipular preços altos.

Por fim, não há problema em juntar o útil ao agradável. O problema está no interesse e falta de bom senso e conhecimento da parte de blogs e também muitas lojas. Não se desvalorize. Não abra mão do seu bom conteúdo por mimos, e se ganha mimos sem bom conteúdo, reveja seus conceitos. Sei bem que seus leitores vão te admirar ao vê-lo crescer, mas se você sequer tem leitores, não é publicidade que vai traze-los ao seu blog!

20 de janeiro de 2014

que roupa usar

Todo mundo quer ser igual ao diferente. 

Então esquece essa frase de efeito de que ter estilo é ser diferente. Não é nem isso e nem usar roupas caras, nem usar o que está na moda e nem seguir conselhos de gente entendida no assunto. Todos os dias somos bombardeados de notícia de moda, de como se vestir, aonde se inspirar, aonde comprar... É muita gente querendo saber, pouca gente realmente entendendo!

Ter estilo pro mercado é usar as coisas do momento. Além das roupas descartáveis, agora os esmaltes, sapatos, acessórios, cabelos e aparelhos eletrônicos. Mas isso não é estilo. Ter estilo pra mídia é ser perfeito, pra seguir o padrãozinho deles que também se vende. Ter estilo pra muita gente de hoje em dia é "se vestir bem", daquele jeito que quando te olham te aceitam. E pros rebeldes é ser diferente. Que é igual a todos os outros diferentes. Ficou complicado?

Então esquece tudo isso também.

Ter estilo pra mim é se sentir bonito. É se olhar no espelho e dizer gostei. É sair na rua sem medo do que vão pensar. Podem pensar que você está básico demais ou exagero demais, mas quem se importa? Sempre vão arranjar um motivo pra te julgar então importa mais o seu dia-a-dia. Tem dia que eu quero mostrar que me cuido, tem dias que to preguiçosa mesmo e to-nem-aí. Tem dias que quero mostrar a banda que curto, tem dias que quero escutar só pra mim.

Ter estilo se resume em: desprender-se, se sentir bem, ser confiante. Vale chegar pra mãe ou pro namorado e perguntar se tá legal? Vale. Só não vale sair por aí perguntando pra todo mundo. Mãe e namorado sempre vão te achar linda de qualquer jeito, então se eles disserem que não, acredite: realmente você não acordou legal. Mas quando você pergunta pra outro alguém, você nunca sabe se aquela pessoa te inveja ou só não está em um dia bom. Além disso, cada um tem seu gosto.

Uma vez vi um tópico em um grupo de uma menina preocupadíssima com que roupa iria em um show. Ela não tinha nenhuma das peças que as meninas falavam, aquelas modinhas: "shorts detonado, top cropped, vans, sapatilha fofa, t-shirt". A tentativa era forçar um estilo pra garota. Mas a regra pode ser simples: "pra curtir um show, basta uma roupa confortável, seja lá qual for".

Até arrisco: pra curtir uma vida, basta se conhecer. Se aceitar. Saber o que te valoriza, e mesmo assim usar o que não valoriza quando é mais interessante guardar pra você seu valor (e todos os outros que só sabe quem te conhece). Ou você é dos que se prende à olhares alheios?


16 de janeiro de 2014

amor platonico opinião

Sobre amores platônicos, acho perda de tempo. Tanta gente ao redor pra amar, e as pessoas inventam de amar logo quem está do outro lado, o inalcançável, o irreconhecível... E se for a imagem, o "ícone"? Desculpa, mas nunca vi amor que se sustenta por beleza. Amor tem de tudo que é forma: obsessivo, passivo, não correspondido... Mas platônico? Não...

Amor tem que ser sentido e vivido. Praticado. Declarado e reconhecido. Amar é conhecer, conversar, olhar, tocar. Assim, de pertinho. Há quem discorde, mas comigo as coisas funcionam assim. Nunca amei ninguém sem contatar, sem conhecer. Porque pra mim o amor nasce nos detalhes. Na convivência, no carinho que a gente recebe, ou na ilusão que a gente alimenta.

Por um amigo, por um animalzinho, pela família, por Deus. Só conhecendo. Só conversando. Só questionando às vezes também. Por isso sou toda receosa em aproximações e convivências... Não funciono ao 8 ou 80. Vou pelo 8,9,10,11,12... Pra não errar. Se precisar também volto: 80,79,78,77...

Amor não nasce à primeira vista, mas pode nascer no primeiro riso juntos, na primeira conversa, no primeiro beijo. Se eu olhar alguém hoje esqueço amanhã. Mas se eu conhecer eu guardo. Olha, às vezes lembro nomes, cheiros e sotaques. Uma músico por exemplo, escuto a voz, a melodia e acabo não sabendo nem o semblante do musico! Então comigo a imagem não garante muita coisa.

O amor pode ser muito mais bonito.

22 de dezembro de 2013

adolecentro
Oi! Depois de muita enrolação minha, finalmente consegui tomar coragem e gravar um vídeo sobre um assunto que há um tempão estava martelando na minha cabeça! Gosto muito de escrever, vocês sabem... Mas o que poucos sabem é que odeio escrever sobre coisa séria, do tipo, ~textos de opinião~ já faço muito isso na escola e até me preparando para o ENEM. Escrevo pouco aqui porque acho cansativo, chato, monótono. Não faço o tipo "a que só critica", sabem? Talvez eu até seja, mas só mentalmente.

Por isso decidi gravar o vídeo, compartilhar uma opinião séria com todo um jeitinho pra tentar não parecer tão intolerante! Algumas amigas minhas viram antes de postar e curtiram! Já estou até recebendo ideias dos próximos! Prometo que vou colocar tudo em prática!

Também fiz outros comentários à respeito do vídeo, na descrição. Espero que entendam o que quero dizer e deixem sua opinião!



23 de novembro de 2013


Seja Simples.

Eis o primeiro conselho do livro "A Vida Bela" (de Dominique Glocheux), que enquanto lia e concordava com tal frase, ao mesmo tempo me questionava como a simplicidade muitas vezes é complicada. Pode parecer que não, mas de começo, escrever simplicidade já é uma dificuldade: nunca sei se tem "s antes do c" e o Google costuma me salvar. Talvez admitir isso agora possa parecer um ato simples meu, mas escrever certinho, entre parágrafos, com letras difíceis e atrás de uma tela de computador, nunca foi simples e talvez nunca seja... Mas antes que isso se torne uma crônica, hoje eu apenas desejava refletir...

Navegando em sites de fotografias, como Pinterest, flickr e we heart it, comecei a me questionar o que a gente tanto venera. Cheguei à uma conclusão: Desde quando a frase de efeito: "Menos é mais", caiu na mídia, a imagem do "simples" passou a ser vendida também. Isso mesmo! Virou moda. 

A gente vê essas pessoas repaginando os estilo antigos dos hippies e dos grunges, por exemplo, que eles usavam aquelas camisas velhas e os jeans rasgados, e com aquele all star acabado, totalmente contra o consumismo, e a Capricho vende esse estilo, assim como todas as marcas famosas, desbotam jeans e rasgam eles e cobram mais de 300 reais a peça, pra muita gente sair por aí dizendo que está "largadinho no estilo grunge".

E as coisas não param por aí. Constantemente a gente vê as casas com decorações simples e modernas, em que um "simples tapete" custa o preço do meu sofá! Ou então aquele "prato simples", de restaurantes chiques que vem em um prato quase vazio e que realmente custam uma fortuna! Deve ter algo de muito errado aí... Enquanto o outro lado da moeda, não é nada bonito e atraente... Deixa de ser simples?

E aí eu me pergunto, como vou ser simples? Estabilizando-me na vida e abandonando o estilo de vida capitalista? Me metendo em alguma casa de roça ou de interior? Não consigo descobrir aonde a simplicidade realmente se encontra... Mas não acredito que esteja perto de condições financeiras...

Suzana

CHUVA POÉTICA
O céu rasgou-se espada afora
e verteu lágrimas,
muitas lágrimas,
Não sei se eram de tristeza ou indignação.
Também, não adianta perguntar,
que ninguém responde.
Pus minha canequinha do lado de fora da janela,
ela quase transbordou.
Estou rica: tenho uma caneca com lágrimas do céu.
Os vizinhos caçoam:
quem é que compra um punhado de chuva?

© FLORA FIGUEIREDO 
In Chão de Vento, 2005 



13 de agosto de 2013


Sempre me acontece de algumas questões martelarem na minha cabeça, me deixando com crises existenciais quase insuportáveis, mas logo me cai como uma luva um alívio tão grande, que ainda não descobri qual o remédio que me traz tamanho alívio, só sei que fico pronta para mais uma pergunta, como se a resposta estivesse aqui comigo há um tempão. Que susto. Vamos ver qual a reflexão da vez.

O que é ser diferente, para você?

O fato de querer ser diferente é muito comum hoje em dia, pois vivemos em uma sociedade onde somos tratados sempre como "um amontoado de gente" e acabamos sentindo nossa unidade sendo cada vez mais reprimida e extinta. Isso é desesperador, aliás, quem aí quer morrer como mais um?

Uma irritação tomou-me quando percebi que as pessoas tem uma noção básica do que é ser diferente. É como se buscássemos esse "ingrediente" de estilo, personalidade e atitudes nas coisas ao nosso redor. Eita mania chata do nosso século estar sempre padronizando tudo! Muita gente por aí chegou na seguinte fórmula: "Olha pros lados, agora escolha o que gosta. Misture tudo, esprema contra si. Enfie a ideia na sua cabeça e por último, faça publicidade disso e espere a aceitação alheia".

Sabe por quê eu acho que essa fórmula não dá certo?

Porque ela pode até ficar bonita (ou um pouco bizarra) exteriormente. Mas não deu pra ver as essências. Não deu pra ver se aquele sorriso na balada era sincero, mas era bonito e eu sorri. Não deu pra saber se sou bonita com meus cabelo armado com cachos, então alisei. Será que eu pintaria meu cabelo de loiro, caso fosse morena? Mas já que sou loira, quero ser morena! Mas será que toda essa loucura de cremes/maquiagem/plásticas não viciam?

Olha, eu não sei te responder nenhuma dessas perguntas. Mas se cada ser é único, e Deus me fez com meus cabelos sem forma, como eu poderia querer ser diferente dando forma a ele? E porque seguir sempre a tendência, seguir sempre a moda, ou determinado estilo... Se posso e devo me reinventar a cada dia?

Eu não gosto muito do que vejo porque sei que uma boa parcela é mentira. Dizem que quem é verdadeiro reconhece o que é falso, né? Mas que atire a primeira pedra quem nunca disse "tudo bem" no chat, sendo que não estava tudo bem! Sendo realista (odeio ter que ser realista!), é capaz que tudo engane a gente, ou que a própria vida seja uma armação.

Eu decidi olhar para dentro de mim. 

Mas aí você me pergunta: "- Como você tem certeza de que tomou a decisão certa?"

Primeiramente, posso dizer que não tenho certezas. E nem sei que se o que tenho aqui é tão bom assim. Desde quando passei a preferir a voz da minha mente à conversas vazias, tenho me sentido insuportável. E também vi, assim, foi bem nítido e gritante, que não tenho nada de extraordinário. Mas também posso dizer que às vezes a opinião alheia sobre como preferem meu cabelo ou roupa não importa tanto. A certeza fica sempre mais próxima quando procuro encher isso aqui. Com conhecimento, com situações, escutando, fazendo escolhas... Não vou dizer que o melhor jeito de ser você é vomitar seu próprio arco-íris e continuar sendo a pessoa mesquinha, ingênua e ruim que muitos são. Por outro lado, é se auto conhecer, auto avaliar, rever seus conceitos... E nunca abandonar a essência que tá aí dentro.

" -Qual é a minha essência?"

Sinceramente? Só você mesmo pode responder isso.

4 de julho de 2013



Quando criança, aprendemos que não existe vida até chegar o príncipe. As rainhas mães, viram madrastas e os pais reis não tem voz. A princesa foge, se rebela, vai morar com anões ou dorme até a vida ter sentido. Então o príncipe chega para os felizes para sempre. Isso é egoísta e decepcionante! Crescemos iludidas, somos decepcionadas e tudo morre. Hoje agradeço por existirem desenhos da Disney como "Valente", onde a princesa aprende que precisa se entender com os pais e não necessariamente precisa casar.

Somos tão egoístas e medrosos. Acreditamos no amor como ele sendo único, onde desperdiçamos todo carinho que recebemos de amigos, família e inclusive Deus, achando que pra ser completo precisamos de alguém. Quando encontramos esse alguém, não conseguimos discernir uma atração, uma paixão e queremos toma-la para nós e para sempre. Gosto de me lembrar da florzinha: se você ama uma flor, não a arranque da raiz para te-la para você, a florzinha, tadinha, vai morrer. Aprenda a aprecia-la e cuida-la.

Amor não acontece uma vez. Que ódio me dá de pessoas que viveram juntas fazendo juras e depois terminam negando que foi tudo mentira, que foi tudo ilusão. Não foi! O mundo está em constante mudança, e você também! Permita-se mudar. Que raiva dá de pessoas que esquecem da família e amigos quando encontram alguém, negam conselhos, negam se desprender um pouco... Para se doar pelo que sentem. Amor não foi feito pra nos tornar egoístas. Quando amamos, refletimos isso por onde passamos, independentemente se seus amigos não vão com a cara do boyzinho.

Vou mais além: amor pode ser uma escolha. Você precisa escolher alguém que te aceite, e olhe para a mesma direção que você, quando você dizer, por exemplo, "não será pra sempre", essa pessoa precisa concordar para que seja sadio. Amor não é carência ou interesse. Você pode escolher amar sua mãe adotiva, ou até sua mãe de criação... Entenda que amor não difere costumes, vontades e crenças. Não acredito que sua mãe não te ame porque ela não aceita seu estilo. Acontece que quando amamos, amamos aqui dentro, idealizando o que esperamos de alguém. Não existe quem responda totalmente à expectativas, mas acontece assim e precisamos buscar agradar quem amamos e mais que isso: aconselhar. Não existe amor quando uma pessoa olha pra você e aceita todas as suas atitudes, eu costumo dizer que isso é falsidade de amigos desnaturados.

Mas enfim. Quando me lembro de que Jesus disse: "Ame ao próximo como a ti mesmo", gosto de pensar que o fundamento do amor é respeito. Um respeito que começa em nós mesmos: amor próprio (-como a ti mesmo). Pessoas que não se respeitam, se submetem à supostos amores que chegam a ser humilhantes, pessoas que não se respeitam não conseguem respeitar e amar o próximo. Fazer o bem é consequente. Sem depender de reciprocidades ou valor.

E acredite, amar não é fácil. Apesar de natural, não é tão involuntário quanto parece. 

Se digo que não acredito em um único amor para toda vida, é porque amo meus pais, meus amigos e minha família e não tenho medo de dizer isso porque qualquer um me magoou. Acredito no amor. Sei que posso escolher alguém que acredite em "Para Sempre", para que o para sempre se realize. Mas se não existir fidelidade ou até algumas repreensões, sei que faltou respeito por parte de quem mentiu. E me respeito em confessar que amei e fui mal sucedida dessa vez. 

Um amor não precisa necessariamente se fundamentar em promessas ou egoísmo. Se você ama, deixe livre. Se você quer que seja para sempre, apenas faça ser! Não prometa para dar garantia. Que prevaleça sempre entre nós, o amor. Acima dele, o respeito e a sinceridade. 

21 de junho de 2013


Não pude estar nas ruas protestando (motivo: mãe) porém, hoje pela manhã prometi aos meus amigos: vou acompanhar vocês online, orar e compartilhar! Afinal, precisamos de todos os lados, certo? Saímos mais cedo da escola, e a galera toda animada já saía derrubando as carteiras e gritando bobagens, eu até imaginei: vocês que vão protestar? Mas ainda era o começo de tudo, animada, acreditava fielmente que agora a mudança aconteceria. Passei a tarde acompanhando as notícias da minha cidade e das demais. Agora, quase no fim do dia, com uma pesquisa mais profunda, estou completamente confusa.

Na verdade, minha vontade com esse texto não é formar uma opinião e sim leva-los à uma reflexão mais profunda do que uma foto ou vídeo de facebook. Uma reflexão que vá um pouco além da emoção de "comparecer a um protesto". 

Eu realmente acredito que as coisas não serão tão fáceis quanto parecem.

Sim, é um começo. Um excelente começo. Já mostraram insatisfação vaiando a presidente, todo o Brasil se comoveu, vários lugares tiveram a diminuição da tarifa. Mas, e agora? A luta é contra o governo, contra esse sistema falido que é o Brasil, mas será que andar à toa ou vaiar alguém pesa na consciência desses ladrões? E quem foi às ruas, sabiam que estavam clicando "comparecer" no evento certo? 

Esse vandalismo prova o total descontrole da situação de quem organizou as passeatas, e agora vemos cartazes de tudo que é problema na mão das pessoas. São belas fotos no facebook. Mas o povo continua dividido. Tem gente que quer tirar a Dilma da presidência, e isso é ótimo para o PSDB, há quem quer acabar com a copa, mas esse protesto está mais que atrasado pra isso. É por 0,20 centavos? Já tiraram. Há quem vá pra esquerda, há quem vá pra direita. Há quem vá pela emoção e há quem vá para bagunçar, para rir, para tirar foto mesmo, para gritar como se estivesse em um estádio de futebol.

Estamos realmente sendo ouvidos? 


Para onde o gigante vai? As pessoas não pesquisam, não procuram se informar... Apenas fazem cartazes cada vez mais idiotas e andam na rua. Muita gente vai nesse tipo de manifestação sem nem saber as ideologias dos protestos. Eu imagino o governo olhando para as fotos das manifestações e pensando: "Eles estão andando e fazendo vandalismo, vou parar de roubar porque eles estão andando!".

No momento que todos se juntarem com apenas um objetivo: pais, professores e alunos em favor da educação, ricos e pobres em favor da saúde e do transporte, todo um país contra uma lei... Aí sim as coisas poderão mudar. Não adianta apenas "andar", tem que ir com algum objetivo, tem que saber por que estão andando. E, principalmente, procurar saber em quem estará votando. Isso é coisa séria!

Lembre-se de que fomos manipulados durante anos, até as coisas chegarem à esse ponto. Fiquem espertos porque não existe apenas a TV como meio de alienação, não! E o governo não é nem um pouco bobo. Não se iludam com a emoção, o governo não vai abrir portas para quem está fazendo disso um carnaval! Mais que isso: pensem, estudem! 

Não sou contra as manifestações, mas... Antes de ir protestar sobre "o que bem entender", bora ler um livro sobre história do Brasil? Depois não vai ver novela quando chegar em casa, combinado? ;) A luta só começou!


Obs: O título do post foi inspirado na frase de um amigo meu, Davi S. Pereira. A tirinha foi tirada da página Inteligente Vida.


18 de junho de 2013


Minha primeira lembrança política é de 1984. Eu tinha apenas 9 anos de idade, mas a TV me pôs lá, ao lado de artistas e líderes que eu admirava, sem nenhum porquê. Oito anos depois, em 1992, eu estava fisicamente lá. Com a cara pintada, uma estrela vermelha no peito e a garganta arranhando de fé.

Minha geração ocupou a praça. A praça do sonho e da marra. A praça da graça, da massa, tomada na raça. Reclamamos direitos, denunciamos picaretagens sistêmicas da nossa semi-democracia e demos a cara à tapa. Conquistamos (se é que se pode dizer assim) o direito de pôr (em 1984) e de depôr (em 1992).

Despertar o gigante não é mais tão difícil. As redes sociais amplificaram a nossa voz e esticaram a nossa visão de mundo. Descobrimo-nos parte de um todo. Um todo maior que a bandeira dos 20 centavos. Maior até que a bandeira de uma nação. Somos uma só raça - a humana - e queremos viver como tal, sob quaisquer regimes, bandeiras, crenças e culturas. Na ânsia de protagonizar, gritamos "não" à figuração.

Mas, no fim das contas, a única revolução possível começa no coração. Onde o indivíduo decide manter o sentido e inverter a direção, renunciando à rebelião contra quem o fez à sua própria imagem e semelhança. Essa revolução muda a mente e a cultura, mexe com o bolso e com a economia, dirige o voto e a política, refaz a agenda e as reivindicações, formata as relações e as sociedades.

Enquanto seguirmos vestindo grifes que escravizam, consumindo a "cultura" de quem patrocina o tráfico (e seus derivados, como a violência, a corrupção, a exploração e o terror), negociando valores, abrindo concessões, votando por conveniência (e sem convicção), explorando e enganando o bem-próximo, podemos fazer de tudo, menos Revolução... de novo.
Autor: Léo Barbosa 

10 de junho de 2013



Desde o começo desse ano eu tenho tentado sair um pouco do "meu mundinho" e abranger um pouco a minha visão das pessoas. Não sei se vocês perceberam, mas do ano passado pra cá até o blog mudou. Estamos falando de novos assuntos (coisas que antes eu considerava chatas ou inúteis) e tenho tentado trazer realmente mais conteúdo interativo sem perder o nosso lado "essência e cultura". 

Através dessa visão um pouco mais nítida eu tive dias de reflexão, por vezes sozinha, e por vezes acompanhada, sobre a situação das pessoas. Acontece que de longe as pessoas são muito iguais. E a gente tende a querer ser diferente de todas elas. Mas quando derrubamos a barreira dessa visão, e chegamos um pouco mais perto, nós simplesmente vemos motivos. Motivos diferentes, que compõe a vida de cada um. Eis uma verdade que pode te incomodar: ajude, mas não espere que as pessoas mudem quando você quiser. A vida se encarrega de ser dolorosa o suficiente quando for o seu tempo. O tempo, acima dele a dor, muda as pessoas.

Às vezes acho que o problema sempre começa na gente. É claro que existem exceções, mas as pessoas podem e devem mudar o seu futuro. Eu não quero centrar meu texto nos julgamentos que fazemos às pessoas, mas sim a forma que você age para mudar a si mesmo. Esqueça um pouco o mundo ao redor, a injustiça social, a desigualdade... Ou melhor... Lembre um pouco disso. Isso será necessário para mudar seu egocentrismo. Se você não acreditar na humanidade, se não tiver esperança, você é morto. Pois você também é a humanidade.

Antes eu me preocupava muito em como as pessoas me viam. Fiquei presa em celas de olhares. Depois eu queria muito mudar as pessoas. Novamente me prendi nos erros alheios. Hoje eu procuro mudar a mim mesma. Só assim posso me libertar e mudar visões e pessoas. E isso vai muito além de uma "reforma nas redes sociais" e uma imagem compartilhada. Com essa minha auto análise eu vi que nos preocupamos demais com os erros alheios, não querendo enxergar nossos próprios defeitos. 

É isso: Olhar para fora é muito mais fácil mas, realmente somos muito iguais. Não vejo motivo em querer se "intitular" diferente. Isso é normal. Tente fazer alguma diferença. Não aponte, não julgue. Olhe para si e responda: o que te incomoda aí dentro? Às vezes é uma unha roída, um cabelo um pouco mais armado ou alguns quilos a mais... Mas será que você tem que mudar o cabelo ou a ideia? 

No fim, quem somos nós? Não somos um "nome", um número, um sobrenome, uma foto. Você é um conjunto de fatos imperfeitos que te tornaram perfeito. Você é um ser capaz de tudo, se não tudo: muito. O muito é tudo que necessitamos. Mas tome cuidado para não necessitar das coisas erradas. Quem sou eu? Apenas eu devo saber disso, apenas eu devo me importar e mudar isso. Eu preciso mudar quem sou. Nós precisamos mudar quem somos. 


27 de maio de 2013


Ser mulher é complicado. Quando nasci me vestiram de rosa e me deram bonecas, aos 10 anos eu precisei conhecer a dor de aparar os pelos da sobrancelhas e mais tarde estava lá eu puxando e fritando meus cabelos na temperatura máxima da chapinha. Um pouquinho só depois meu pai já reclamava do dinheiro que me preocupei em gastar para hidrata-los, além dos novos sapatos, agora com saltos cada vez maiores e minha recente coleção de esmaltes. Realmente foi tudo muito rápido. Mas acho que o que mais o arrancou os cabelos foi minha primeira paixonite. Estranho que até pouco eu não me incomodava tanto com tudo isso, mas parece que meus cabelos já não estavam tão lisos e minhas roupas precisavam ser cada vez mais ajustadas e menores.

Essa é a fase mais difícil para qualquer uma de nós. Quando não sabemos quem somos. Quando precisamos mesmo estragar o cabelo, encher a cara de espinhas por não saber tirar a maquiagem e de quebra emagrecer alguns quilinhos aqui e ali. Como se não bastasse as amigas cada vez mais interessadas em namorados e corpos "avantajados". Com 10 anos eu queria voltar da escola gritando minha liberdade e chegar em casa e assistir a TV Cultura. Talvez os sete monstrinhos ou um programa de "pré-adolescentes". Amizades eram do tipo não importa o que você faz ou como se veste, somos amigos. Eu não pensava nisso na época mas era assim.

Quando não fazemos ideia de como ser popular ou possuir uma identidade "diferente", acabamos mesmo sendo influenciados muito mais facilmente. E quer saber? A vida é isso mesmo. É uma loucura. Se eu sou o que sou hoje é porque precisei me estragar muito. Acreditei muito cegamente para aprender a valorizar o que é real. E eu precisei ser imatura pra ter uma certa maturidade. Tudo bem que eu me sentia presa, mas agora me sinto mais livre do que muitos que estão "supostamente". Bom, cada um tem um caminho diferente, e aprendemos de maneiras diferentes. Hoje acredito em mim e prefiro acreditar que todos chegarão ao seu lugar, no lugar certo. Todos aprendemos, na maioria das vezes de maneiras erradas, e quebramos a cara, e definimos quem somos muito superficialmente, poderia ser mais profundo se nos interessássemos a procurar. Mas esse buraco de vazio é o que preenche a gente. Uma ilusão às vezes pode fazer bem. E eu não vou declarar minhas verdades como universais. Mas é normal que algumas coisas incomodem. 

Enfim. Por mais feminista que uma mulher possa se impor, por mais rigorosa que queira ser, não existe uma que nunca chorou. Homens também, né? Sem essa de que pessoas fortes não choram. Discordo totalmente. Acho que as pessoas mais fortes são as que choram, pois essas sabem e aguentam o peso de uma lágrima e mais que isso: conhecem o valor de um sorriso. Digamos que com a gente é mais difícil. Acho essa descoberta do "eu" muito mais importante para uma mulher. E é uma responsabilidade e tanto. Seus pais cobram muito, todos notam. Mas que dá uma revolta... Dá. Sabe por que? Porque as pessoas não sabem valorizar isso. Do mais novo ao velho, digo por mim, é difícil deixar de lado o orgulho e reconhecer o esforço de uma mãe, ouvir o conselho de uma vó... Sabe porque digo isso? Somos todas mulheres, deveríamos nos apoiar mais ao invés de cobrar o peso na média, de invejar o sapato novo e criticar a maquiagem. Poxa! Você não sabe o quanto é difícil?

Tudo bem que tem sempre aquela que a gente olha e pensa: "Essa acaba com a integridade da nossa raça!". Mas que raça? Somos o braço frágil mais inteligente e mais ágil da espécie humana. Nós que lutamos por direitos, que damos vida às gerações e aprendemos desde pequenas a cuidar de bebês (antes de sabermos como se faz e com quem!). Pode soar ridículo, né? Mas quer saber? Ser mulher é uma droga. Mas também acho que cada uma foi projetada de modo forte o suficiente para suportar tanta coisa de uma vez só, podendo atender a tantos detalhes. O que seria de um jardim sem o nosso toque? Da casa? Da roupa perfumada? Independentemente de você interpretar de maneira machista ou feminista esse texto, dane-se. Não me importa. Apenas quero um mundo onde mulheres ajudem mais umas as outras ao invés de cobrar tanto. Quero que chorem menos por quem não as merecem, mas independente disso, chorem também quando tiverem vontade. Que se joguem, que se guardem. Que coloquem shorts curtos ou vestido longo até o pé. Tanto faz, apenas faça por você. 

Esqueça, ignore um pouco as pessoas ao redor. Inclusive e, principalmente, quem não te trata com devido valor e respeito. Não acho que ninguém precisa de "olhares". Vamos olhar mais para dentro de nós. ^-^

12 de maio de 2013


Amamos os comentários no post sobre modinhas e tal, se quiserem mandar a sugestão para novos assuntos, fiquem a vontade! Demoramos um pouquinho pra aparecer aqui, mas finalmente chegamos. Chega de trelêlê, vamos ao post de hoje!

Andando pelas ruas do teu bairro super sem graça ou fuçando no Facebook daquele amigo que é popularzão eis que você acha a foto de um gatinho e aí acontece toda aquela baboseira de você começar uma amizade, pedir aquela ajudinha básica pro teu amigo e aí aparece a oportunidade de você conhecer ele e quando o conhece: ele tem uma tatuagem.

 Eu particularmente acho legal garotos que tem tatuagem e tal, porém também não precisa ser daqueles rappers que tatuam até a cara, só que o problema não é você gostar e sim sua mãe. Você pode amar isso e pode ter os seus tão almejados dezoito anos, MAS enquanto morar na casa dela você nunca poderia namorar com ele.

Parece completamente dramático, mas a maioria dos pais não gostam por achar que geralmente pessoas tatuadas e com piercings tem más atitudes ou andam com uma galera do mal ou da pesada. Eu gosto, não tenho nada contra meninos tatuados, até porque hoje em dia muita coisa mudou e o tipo das tattoos também, convenhamos.

Algumas tattos básicas dão um charme ao garoto, agora aquelas coisa ridículas de funkerios - acho que já é perceptível que eu odeio esse estilo - que tatuam certas coisas que não tem importância nenhuma, só pra estar na "moda", e tatuar coringas, e coisas com apologia ao crime e etc já está pra lá de ultrapassado e vamos combinar que a não ser que tu seja uma dessas garotas que curtam caras assim você vai gostar.

Tatuagens são uma forma de expressão, então quando algum garoto tentar expressar algo em seu corpo ele deve pensar duas vezes, primeiro porque tatuagem é PARA SEMPRE e segundo que nem tudo que reluz é ouro e a decisão deve ser bem analisada antes de qualquer coisa.

Na minha opinião tatuagens são perfeitas , mas acho que o mínimo de consciência que a pessoa tem que ter é tatuar algo que goste e que não seja ridículo .

Eu estava no estúdio mês passado para comprar um piercing novo para mim e liga uma pessoa lá perguntando “Quanto é parar tatuar 'ousadia e alegria'?” , se é para tatuar algo desse tipo deixe seu corpo do jeito que está, sério. Pra quê estragar o que já está bom?

Uma dica para quem pretende fazer uma tatuagem é tatuar em alguma parte do corpo que não seja tão visível para você, ai não ficará enjoada de sua tattoo e não irá querer tira-la. Algumas tattoos delicadas ficam bonitas em algumas meninas, mas como nos conselhos da minha amiga, com consciência e sabedoria e não sair fazendo qualquer tipo de coisa somente por moda, porque é permanente, algo que você carregará a sua vida toda.

Então pensem bem antes de fazer uma tattoo. O que vocês acham sobre isso? Gostam ou não? Fala pra gente!

Até a próxima.

26 de abril de 2013

Os professores pararam. Alguns alunos comemoram, outros, ficam perdidos entre trabalhos para entregar e matérias mal terminadas. Esse texto é a realidade dos últimos dias na minha escola, e em muitas escolas de São Paulo também. É a greve. Como todo ano, quando menos se espera, quando menos se quer, mas pode ser necessário.

Esse é apenas um desabafo de uma aluna que está um pouco irritada com a situação que se repete todos os anos e parece não haver resultado. Posso estar errada, mas é apenas minha voz em meio ao desespero dos professores e alegria de alguns alunos. 

Como nos veem?

Alunos da rede pública, aos olhos da sociedade são vistos como burros ou perigosos. Mas não somos. Temos ótimos professores e uma boa escola (em relação a minha). Apenas estamos presos em um sistema de educação propositalmente falido e às vezes essa injustiça revolta. Falta de vontade? Não. Falta mesmo educação e respeito. Educação vinda de pais mais otimistas que cobrem o melhor dos filhos e respeito de um governo que não pague um aluno para ir à escola almoçar e passar de ano, e sim investir em uma reprovação por necessidade para que venha bancar a si mesmo no futuro.

Alunos da rede pública, aos olhos de um professor são divididos entre educados e mal educados. Educados cumprem com obrigações e mal educados não. Mas na verdade um aluno que não cumpre sua obrigação tem extrema dificuldade em cumpri-la simplesmente porque nunca foi cobrado. Alguns jogam a toalha e não há conselho que apague a ideia de que a injustiça é uma barreira inabalável, outros conseguem levar porque ainda lhe restam esperanças. Porém, se reeducar é muito mais difícil. Alunos educados geralmente sentem as mesmas dificuldades, mas encaram como desafios. Nesse ponto, posso dizer que um aluno precisa, na escola pública, lidar com os professores falando constantemente sobre injustiças e ao mesmo tempo falando que somos muito capazes. Consiste em não se acostumar com a "facilidade" e ao mesmo tempo fazer sozinho ser algo mais produtivo.

Alunos da rede pública aos olhos do governo são marionetes. Ao mesmo tempo que dão benefícios para ingressarmos em faculdades com mais facilidade, estão cada vez mais piorando o ensino. No fim, pesquisas apontam que menos de 30% de alunos da rede pública estão matriculados na USP, mas eu aposto que mais de 80% dos estudantes nem sequer tentaram ingressar. Particularmente, eu não gostaria de ser tratada como "mais burra" do que alunos do ensino particular. Logo, na faculdade os valores se invertem e o governo banca quem sempre pagou uma escola particular, e quanto a nós, da rede pública, quem puder que pague por sua faculdade.

O que realmente somos:

Somos todos jovens que almejam um futuro de sucesso, sem exceção. TODOS gostaríamos de aprender e ter oportunidade de ser "alguém na vida". Aliás, essa expressão "ser alguém", só nos induz ao pensamento de que nada somos agora e sendo nada, nada podemos. Não existe um aluno que não entra na escola no primeiro dia de aula e pensa: "esse ano eu vou aprender muito". Não devíamos ser vistos, de maneira nenhuma como "o problema". O problema é o sistema que fez ser assim. O problema é que não nos deram educação nem sequer respeito já no inicio do processo.

É certo que muitos alunos ficaram contentes com a paralisação, mas, será que não é porque a escola é um ambiente que infelizmente nos trás a sensação de que agora já é tarde demais para conseguir? Sim, sem dúvida alguma, muitos alunos vão à escola, e nos poucos minutos que se concentram em uma aula já se sentem incapazes, pois já perderam toda a base do ensino, não é possível, é como construir uma casa sem alicerces.

Paralisar é a solução?

Quando passou na rede globo: "não levem seus filhos à escola no período de greve", eu logo passei a refletir qual o motivo dessa informação estar na Globo. Cheguei a conclusão de que paralisar não é a solução. Vários professores não aderiram à greve, e a escola ficou praticamente vazia, muitas dúvidas poderiam ser tiradas nesses dias, mas na própria tv disse: "não vá a escola". Perdemos aulas assim praticamente todos os anos, será que não é isso que o governo quer? O governo quer pagar professores? Quer bancar aulas? Claro que não! Será que a desvalorização é só do professor? Será que nós alunos também não estamos sendo desvalorizados?

Eu acredito que sim, estamos sendo desvalorizados. E o meu direito de ter aula? Foi perdido? Será reposto de maneira adequada? O que mudaria se os salários do professores aumentassem? Eles só ganhariam mais para aguentar nós alunos com a mesma condição que estamos.

A situação só vai mudar quanto TODOS forem as ruas não pedir apenas valorização do professor, mas valorização de todo o ensino. Quando pais, alunos e toda a rede pedir por reajuste do sistema, por respeito e igualdade disciplinar. Queremos a oportunidade de contribuir no desenvolvimento do nosso país. Não precisamos de bolsa nenhuma do governo, pois somos capazes de aprender e ganhar muito mais, e SER muito mais.